O Facebook está caminhando para perder o seu posto de rede social mais popular dos Estados Unidos. Isso, se eles não se atualizarem e seguirem as tendências. E pode acontecer mais cedo do que imaginamos. As apostas estão sendo jogadas nas redes sociais asiáticas, – como o KakaoTalk, a LINE e o WeChat – que planejam atravessar o Oceano Pacífico e pousar em terras americanas. Apesar de serem voltadas para mensagens instantâneas, – a exemplo do tão popular WhastApp – os planos são adicionarem aplicativos para se tornarem redes sociais completas e poder competir com os gigantes da área. Como forma de barrar esse avanço oriental, o Facebook Home se utiliza do telefone do usuário e das mensagens de fácil acesso e sempre visíveis, com o uso de Chat Heads. Porém, essa ação não tão bem recebidas quanto o esperado.

Um dos problemas do Facebook atualmente é em relação ao seu design. Enquanto as redes sociais asiáticas possuem interfaces “clean” agradável, priorizando a simplicidade e focando na interação, a do Mark Zuckerberg tenta agradar a tudo e a todos, o que acaba tornando a experiência do usuário um tanto quanto confusa. Recentemente, os stickers foram adicionados ao Facebook Home, algo que já estava presente no WeChat e similares, inclusive é algo que está incrustado na cultura japonesa há quase vinte anos, pois traz mais leveza e ajuda a demonstrar o real sentimento em uma forma de comunicação mais direta e seca.

Outra questão é como é feita a monetização. Enquanto o Facebook enche o feed de anúncios junto das postagens de seus amigos, – muitos que você nem desejou ou aceitou que estivessem ali – adiantaram-se sobre isso. A LINE encontrou uma excelente solução, licenciando personagens para os seus stickers. Aparentemente, foi uma excelente jogada, pois a empresa está prestes a cruzar um bilhão de dólares de receita, superando o WhatsApp.

O Facebook está perdendo o interesse do público jovem, – mais especificamente os pré-adolescentes/adolescentes – que é o mercado mais forte e influente da área. Lembrando a rede social começou dentro de uma faculdade, atendendo a esse público. O que eles precisam perceber é que os usuários de hoje em dia estão procurando simplicidade e diversão, algo que está presente nas redes sociais asiáticas.